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Fotografando na quarentena

No dia 12 de maio passado, fiz um post aqui no blog divagando a respeito do retorno aos trabalhos de alguns fotógrafos. Caso você não tenha lido, clique aqui. Pouco menos de um mês depois, voltei muito aos poucos a fotografar, e contarei nesse post como tem sido esse processo, na quarentena.


Minha modelo oficial, Carol Trevisan

Meu primeiro ensaio, nesse período conturbado, foi com a Natalia Martins, que é o atual ensaio do projeto f 2.8. Pensei muito a respeito, mas pensei muito mesmo, conversei com a minha esposa (que trabalha em UTI de COVID-19), ponderei minha necessidade no momento e fui pra cima. Parecia que eu estava indo assaltar um banco, fazendo algo totalmente fora da lei, de máscara, olhava para os lados para ver se as pessoas me julgavam. Fiz a sessão, foi tudo bem tranquilo, mas ainda assim, não foi como antigamente. Mas deu para matar a vontade dos cliques.


Decidi que não faria mais de duas sessões por semana e não faço duas sessões no mesmo dia. Vou para o set de carro e volto de carro. O combinado é que a modelo / cliente faça o mesmo, indo e voltando de carro, para não pegar transporte público. Vamos de máscara até o set, e no momento das fotos, somente a modelo fica sem a máscara. Chego ao local e lavo as mãos e sempre que eu toco algo no set, como algum produto que usamos nas fotos, limpo as mãos com álcool em gel. Nunca tive contato físico com a modelo, então isso não foi problema. A modelo só vê as fotos da câmera na minha mão, sem tocar na máquina, e além disso, já chego anteriormente e deixo todas as janelas do apartamento abertas, para ventilar bem o ambiente.


É muito esquisito fotografar com a máscara, a dificuldade para respirar é maior, fazer uma sessão de duas horas, com dois quilos na mão, abaixando e levantando cansa! Aliás, com dois meses parados, senti a lombar fotografando, preciso voltar à forma antiga. Mas tem sido bacana voltar aos poucos, meu estilo de fotografia deu uma boa evoluída, coloquei em prática muitos estudos que fiz nesse período (e continuo estudando). Penso que fazendo uma sessão dessa forma, os riscos são mínimos e consigo de certa forma atendar às clientes, que querem fazer a sessão agora, consigo movimentar meu mercado e fazer minha arte.


#quarentena #ensaio

Fernando De Santis - Todos os direitos reservados

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